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Defesa de Lula tem 48 horas para entregar recibos originais de aluguel

15 Octubre 2017
Defesa de Lula tem 48 horas para entregar recibos originais de aluguel

O juiz Sergio Moro deu prazo de 48 horas nesta sexta-feira (13) para a defesa do ex-presidente Lula entregar os recibos originais de pagamentos de aluguéis do apartamento vizinho ao que Lula mora em São Bernardo do Campo (SP).

A defesa de Lula chegou a pedir a realização de uma audiência forma apenas para a entrega dos recibos, o que foi negado pelo juiz.

A propriedade do apartamento faz parte da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), que acusa o político de receber propina da Odebrecht em decorrência de contratos entre a empresa e a Petrobras.

"Os recibos deverão ser entregues na secretaria deste juízo que os acautelará para submetê-los a perícia caso seja de fato deferida", afirmou o juiz, no despacho assinado.

Na declaração, Muniz afirmou que prestou serviços contábeis para Glaucos entre 2010 e 2015, incluindo a "elaboração das guias do carnê-leão referentes ao recebimento de aluguéis auferidos pelo mesmo em relação à locação de um apartamento para dona Marisa Letícia Lula da Silva".

Enquanto presidiu o país por dois mandatos consecutivos, o agora ex-presidente teve os aluguéis custeados pela Presidência.

Os advogados ainda alegam ter 'vias originais de todos os documentos já apresentados, além de outros 6 recibos de 2011 que também foram localizados, que serão apresentados para possam, se o caso, serem submetidos à perícia'. No dia 25 de setembro, 25, a defesa do ex-presidente apresentou documentos que contestam a versão dos procuradores.

Em nota, a defesa de Lula se diz surpresa pelo fato de Moro não aceitar uma audiência para a entrega dos documentos.

"Temos interesse no reconhecimento de que os documentos são autênticos, como sempre afirmamos, e atendem a recomendação de entrega feita pelo próprio juiz", disse o advogado de Lula Cristiano Zanin Martins. As datas são de 2011 a 2015.

"A planilha que teria sido encontrada na residência do ex-Presidente Lula e de D. Marisa durante busca e apreensão é apócrifa, trata apenas de "pagamentos em agência bancária" e "pagamentos com débito em contas" e não tem correspondência com a realidade ou com a movimentação bancária de D. Marisa, e por isso não pode ser usada para contrapor a documentos assinados com declaração de quitação", rebate a defesa.

O MPF, por sua vez, contestou a originalidade dos 26 primeiros recibos.